O Ibovespa fechou a primeira semana de junho em 138.420 pontos, valorização de 2,1% no mês, apesar de um consenso de recomendação que permanece majoritariamente neutro. A explicação está no fluxo: investidores estrangeiros injetaram R$ 8,2 bilhões na B3 em maio, concentrando compras em Petrobras, Vale e bancos — os mesmos nomes que lideram o peso do índice.
Essa dinâmica cria uma aparente contradição: o índice sobe enquanto a média de preço-alvo dos analistas sugere upside limitado. Nossa leitura é que o movimento reflete carry trade e busca por dividend yield em um ambiente global de juros elevados, não necessariamente reprecificação fundamentalista de todo o mercado.
Empresas de menor liquidez e setores como tecnologia e saúde suplementar ficaram para trás, ampliando a dispersão de valuation dentro do índice. Para o segundo semestre, monitoramos se o fluxo estrangeiro se sustenta caso o Federal Reserve adie cortes de juros nos Estados Unidos.